No coração da ilha do Faial existe um lugar que parece parado no tempo. A Caldeira é uma cratera vulcânica com 2 km de diâmetro e 400 metros de profundidade, coberta por uma floresta de Laurissilva densa e exuberante que envolve quem a visita numa atmosfera única: silenciosa, misteriosa e verdadeiramente selvagem. Não é por acaso que é conhecida como a "Catedral do Silêncio".
Com cerca de 1000 anos, é a caldeira mais jovem dos Açores, mas guarda no seu interior dois terços da flora vascular endémica do arquipélago: cedros-do-mato, urzes, angélicas e espécies que não existem em mais nenhum lugar do mundo. A fauna não fica atrás, tentilhões açorianos, milhafres e até um escaravelho exclusivo desta caldeira habitam este santuário natural.
Em redor da cratera, os maciços de hortênsias, a flor símbolo do Faial, pontuam a paisagem e emolduram vistas deslumbrantes sobre a ilha e o oceano Atlântico.
Há três formas de viver esta experiência: contemplar a cratera a partir do miradouro e deixar-se ficar sem palavras; percorrer o trilho do perímetro (PRC04FAI, 7 km, dificuldade média, 2h30) com panorâmicas sobre as costas norte e oeste da ilha; ou descer ao interior da caldeira com guia credenciado. Uma aventura de dificuldade média/alta que leva o visitante a caminhar onde a presença humana pouco se fez sentir, até às lagoas intermitentes no fundo da cratera.
Reserva Natural desde 1972, a mais antiga dos Açores, a Caldeira do Faial integra a Rede Natura 2000, é classificada como Sítio Ramsar e faz parte do Geoparque Açores, UNESCO World Geopark.
Um local que fica na memória, e que pede regresso.
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