Aldeia vencedora do programa 7 Maravilhas de Portugal, na categoria de Aldeias em Áreas Protegidas.
Esta aldeia comunitária é uma das mais bem preservadas com casas típicas em xisto, de paredes escuras, sem reboco e com varandas alpendradas, muito bem recuperadas. O piso térreo acolhia os animais e, o de cima, beneficiando do calor vindo de baixo, servia de habitação familiar.
A aldeia raiana é atravessada pelo rio Onor, também conhecido como rio Contensa e é também atravessada pela fronteira com Espanha. De um lado, Rio de Onor, do outro, Rihonor de Castilla. ambas as partes conhecidas pelos seus habitantes como "povo de acima" e "povo de abaixo".
É comum observar gado atravessando a fronteira livremente. As populações de ambos os países possuem muitas vezes terras do lado oposto, trabalhando-as como se estivessem do seu lado da raia. Partilham também um pasto comunitário, onde se alimenta um rebanho único.
Rio de Onor subsiste ainda como aldeia comunitária. Este regime pressupõe a entreajuda de todos os habitantes na partilha dos fornos comunitários; de terrenos agrícolas comunitários, onde todos devem trabalhar; e do rebanho, pastoreado nas terras de propriedade comum. Era isso que até há pouco tempo tornava Rio de Onor uma aldeia única, bem como o facto de se reger por um governo e leis próprias.
Este povoado único assume, para além de um regime de governo próprio, um dialeto próprio e quase extinto, pertencente ao grupo do asturo-leonês.
A parcela mais importante e central no modo de organização da aldeia e do conselho constituído pelos vizinhos, são os coutos ou lameiros, destinados à pastagem do rebanho coletivo das vacas e do próprio touro reprodutor, também pertença da aldeia.
Em Rio de Onor os mordomos são escolhidos no primeiro dia do ano, um de cada lado do rio, e têm a tarefa de conduzir toda a ação do conselho utilizando as talas.
As famílias trabalhavam nos campos, mais propriamente na “faceira”, um terreno composto por dezenas de porções equitativas de terra. Para decidir a ordem segundo a qual os retalhos deviam ser lavrados, com vista a não estragar os dos vizinhos, tocava-se o sino e convocava-se uma reunião, do mesmo modo que as famílias se juntavam para decidir os castigos a aplicar a quem quebrasse as regras estabelecidas. Normalmente eram multas pagas em vinho: quanto maior o delito, maior a quantidade a dar aos outros. “Ficava tudo registado na Vara da Justiça”. A aldeia foi estudada por Jorge Dias nos anos 1940 e começos de 1950.
Em Rio de Onor, visite a Ponte, a Igreja Matriz invocada a S. João Baptista, a Casa do Touro, o forno, a forja e os moinhos comunitários.
Das tradições ancestrais de Rio de Onor, merece uma menção o rionorês, dialeto que nasceu da mistura do castelhano e do português e que, ainda hoje, é falado na aldeia; e a Festa dos Reis (6 de janeiro), um rito da puberdade no qual participam os rapazes solteiros. As Festas e Romarias são em honra de S. João (24 de junho), N. Senhora de Fátima (13 de maio), Nossa Senhora do Rosário (último Domingo de Agosto) e S. Vicente (22 de janeiro).
Ver maisVer menos
Conteúdos da responsabilidade de União das Freguesias de Aveleda e Rio de Onor
Esta aplicação utiliza cookies apenas para assegurar funcionalidades para uma melhor navegação na DareYou Spot. Ao continuar a navegar está a concordar com a sua utilização.
Os Nossos Parceiros.São de confiançaOur Partners. It's reliable
EMOTION DEFENDER
Avenida Cidade Léon, 506 Brigantia EcoPark - Polo tecnológico, Sala 130 5300-358 Bragança, Portugal
Avalie e Comente
Para avaliar e comentar locais é necessário que faça o seu login.
Note que ao fazê-lo ganha pontos para a sua experiencia de utilizador.